Há algum tempo, surgiu aquela sensação. É uma coisa incontrolável, que toma quase todas as horas disponíveis e que me obriga a deixar vários assuntos em segundo plano. Há uma semana, só consigo pensar na Copa do Mundo.
Eu nasci em um ano de Copa (1979) e meu primeiro mundial de verdade foidisputado em 1990. As lembranças daquela Copa há muito estão embaralhadas com tudo o que eu vi depois, mas ainda consigo sentir o tapete da imensa sala dos meus avós onde eu vi Bélgica 2 x 0 Coreia do Sul (sim, eu sou feliz porque meu pai e meu irmão também eram/são fanáticos por futebol). Também me recordo perfeitamente das lágrimas que escorreram quando acabou o jogo Brasil 0 x 1 Argentina e da frase do meu irmão: “Eles não merecem que você fique assim” (o discurso dele é o mesmo até hoje).
O mundial de 1994 é a Copa da minha vida. Lembro de cada detalhe, de cada jogo, de cada gol, como se tivesse visto ontem. Lembro do Rivellino falando “a seleção Bulgária” e de cada “segura que eu quero ver” do Galvão. E se há uma coisa que nunca esquecerei são as lágrimas do meu pai quando ele viu que o pênalti errado por Baggio encerrava finalmente o martírio daquela fila de 24 anos.
Desde 1990, cada período de quatro anos é iniciado por essa tensão atual. No fim de semana, passei horas montando a planilha do bolão que vou organizar. Há dias olho para todas as bancas esperando o álbum da Copa e imaginando quem estará lá (quem esquece de Evair e Palhinha em 1994?). Já sei boa parte das escalações e fico aflito para atualizar as convocações no videogame.
A Copa do Mundo consegue eclipsar, facilmente, a Libertadores, a Champions League, o Mundial de Clubes, as Olimpíadas, o Superbowl e qualquer outro eventoesportivo. Quem ama o futebol chega ao êxtase na Copa do Mundo. E neste momento, é para lá que caminhamos.
Três momentos que vieram à cabeça enquanto o texto era escrito (curiosamente todos envolvendo a Argentina):


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