sexta-feira, 11 de junho de 2010

Tudo igual na abertura da Copa


Johanesburgo - A África do Sul tornou-se nesta sexta-feira o terceiro país anfitrião que não venceu a primeira partida da Copa do Mundo. A seleção do técnico Carlos Alberto Parreira saiu na frente do México, com um gol de Tshabalala, mas nã suportou o melhor futebol do México e dececpcionou a maioria dos 84.490 pagantes.
Pierre Phillipe Marcou/AFP
Lance da partida entre África do Sul e México nesta sexta-feira
Com isso, os Bafana Bafana repetiram a Inglaterra, que não passou pelo Uruguai no Jogo 1 de 1966, e o próprio México. A trupe azteca não foi além do 0 x 0 contra a extinta União Soviética, em 1970. O resultado foi péssimo para a nação de Nelson Mandela. Seu time corre o risco de ser o primeiro dono da festa eliminado na primeira fase. As duas esquadras terão pela frente França e Uruguai nas próximas rodadas.

Antes do início da partida, os presidentes da Fifa, Joseph Blatter, e da África do Sul, Jacob Zuma, discursaram no gramado. Blatter falou do orgulho de ver o torneio sendo disputado no continente. O chefe de estado rendeu homenagens à bisneta de Nelson Mandela, que morreu em um desastre automobilístico após o show da abertura, no Orlando Stadium. no Soweto. Jacob Zuma também declarou a Copa do Mundo oficialmente aberta e ao lado de Blatter cumprimentou jogador por jogador. Obediente, a torcida só deixou de soprar as ensurdecedoras vuvuzelas em respeito às execuções dos hinos nacionais dos dois países. Depois disso, o barulho recomeçou.

A torcida sul-africana era maioria no Soccer City, mas os mexicanos conseguiram superar as cornetas com gritos de olé a cada toque na bola. No primeiro lance de perigo, o goleiro Khune rebateu mal um cruzamento da direita e o arisco Giovani dos Santos chutou prensado. Por pouco ele não abriu o placar. Na cobrança, Rafael Marquez cabeceou, mas a zaga afastou o perigo.

A primeira trama da África do Sul só ocorreu aos 17 minutos. O camisa 10 Pienaar cobrou falta próxima à meia lua, mas a bola subiu demais, para tristeza dos Bafana Bafana. A resposta mexicana foi imediata. Giovani dos Santos partiu com a bola dominada e chutou forte. A bola passou pertinho do ângulo de direito do arqueiro Khune.

A África do Sul voltou ao ataque aos 22 minutos, mas faltou força. O centroavante Mphela bateu fraquinho e rasteiro. Mesmo assim, o goleiro Pérez bateu roupa e defendeu em dois tempos. Dois minutos depois, foi a vez de Gaxa arriscar fraquinho e sem direção. Aos 27, o México voltou a incomodar. Novamente de bola parada. Rafael Márquez cobrou, mas a bola passou longe.

Superior na partida, o México esteve muito próximo de abrir o placar aos 31 minutos. Vela vez um belo lançamento para Franco. O atacante tentou um tocar para o gol, mas Khune fechou a porta do gol. Dois minutos depois, Vela apareceu na cara do gol, mas chutou cruzado para fora. Intenso no ataque, o México contra-atacou aos 36. Giovani dos Santos invadiu a área e só não marcou porque a zaga desviou a bola para escanteio. Após a cobrança, o goleiro Khune falhou, Vela balançou a rede, mas estava impedido. A pressão continuou com uma cobrança de falta na cabeça de Franco. No entanto, o arremate foi para fora.

De tanto sofrer, a África do Sul resolveu sair para o jogo nos últimos minutos do primeiro tempo. Aos 43, o meia Tshabalala cruzou da esquerda, mas Mphela não alcançou. No último lance da etapa inicial, Dikgacoi cabeceou à esquerda de do goleiro Pérez, e os dois times foram para o intervalo sem mexer no placar.

Segundo tempo

O técnico Carlos Alberto Parreira é calado, mas ontem aproveitou para dar um puxão de orelha no time no vestiário e mudou a história do jogo rapidinho. Aos oito minutos, o centroavante Mphela trocou de posição com Tshabalala e acionou o meia. O camisa oito invadiu a área em diagonal e acertou um belíssimo chuto no ângulo esquerdo do goleiro Pérez. O Soccer City quase veio abaixo. Na comemoração, a dancinha africana arrancou sorrisos da torcida.

Assustado, o México continuou dependendo do seu jogador mais ousado para buscar o empate. Giovani dos Santos fez uma linda jogada individual e chutou no ângulo. O goleiro Khune espalmou para escanterio e teve o nome gritado pela torcida. Três minutos depois, Modise quase ampliou ao chutar colocado, mas em cima do goleiro Pérez.

Elétrica, a África do Sul poderia ter ampliado aos 24 minutos, quando Modise recebeu lançamento, foi derrubado por Rodriguez, mas mesmo assim conseguiu finalizar. O árbitro Ravshan Irmatov não marcou.

Insistente, o México chegou ao empate graças ao zagueiro Rafael Marquez. Aos 35 minutos, o beque do Barcelona recebeu sozinho um cruzamento da esquerda, de Guardado. Isolado, teve tempo de dominar e fuzilar o goleiro Khune. Imediantamente houve uma raro momento de silêncio das vuvuzelas.

No último lance de perigo, o goleiro Khune deu um chutão para a frente. Mphela partiu em disparada, ganhou dos zagueiros na corrida e acertou a trave, decepcionando a maior parte dos quase 85 mil pagantes no Soccer City.

FICHA TÉCNICA

ÁFRICA DO SUL 1

Khune; Gaxa, Khumalo, Mokoena e Thwala (Masilela); Dikgacoi, Letsholonyane, Modise, Pienaar (Parker) e Tshabalala; Mphela.
Técnico: Carlos Alberto Parreira

MÉXICO 1
Oscar Pérez; Aguilar (Guardado), Rodriguez, Osório e Salcido; Rafa Márquez, Torrado, Juárez e Giovanni dos Santos; Guillermo Franco (Javier Hernández) e Carlos Vela (Blanco).
Técnico: Javier Aguirre

Gols: Tshabalala, aos 9, e Rafael Marquez, aos 35 minutos do segundo tempo
Árbitro: Ravshan Irmatov (Uzebquistão)
Auxiliares: Rafael Ilyasov (Uzbequistão) e Bakhadyr Kochkarov (Kirguistão)
Cartões amarelos: Dikgacoi, Juárez,
Público: 84.490 pagantes
Renda: não divulgada


Estatística do jogo África do Sul 1 x 1 México

África do Sul - México
Passes errados: 29 - 33
Faltas cometidas: 16 - 13
Faltas recebidas: 13 - 16
Jogadas de linha de fundo: 5 - 5
Finalizações corretas: 4 - 5
Finalizações Erradas: 4 -  7
Finalização na trave: 1 - 0
Impedimentos: 4 - 6
Escanteios: 4 - 5
Desarmes: 8 - 13

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